sábado, 16 de maio de 2009

Tô nem tchuns pra tua preguiça!

Pode até ser egoísta, mas tô me lixando pra tua preguiça. Já declarei que deixo algumas coisas para amanhã e que sou simpática ao hedonismo. E agora tu vens aí, atrapalhando meus planos. Como vou me entregar aos meus prazeres se pra isso eu preciso que tu ajas? Temos que entrar em um acordo. Intercalar nossas preguiças. Dias pares eu me entrego ao ócio, dias ímpares, tu.
Mas aí eu também já declarei que sou procrastinadora e mais, que tenho nervoso quando “não posso não fazer”. Se eu tiver que escrever nos dias pares, só terei inspiração nos ímpares. Sou do contra, além de tudo.
Então acho melhor nos afastarmos e deixar de criar falsas expectativas. Eu não farei o que tu queres e tu, tampouco farás o que desejo. Chega, acabou!
Mas aí também já declarei que não gosto de ser sempre do mesmo jeito, que me transformo dia-a-dia.
Façamos o seguinte: vamos contar justamente com o dia-a-dia, um de cada vez. De vez em quando eu posso te surpreender, outro dia serás tu a me presentear. Enquanto a gente quiser, não custa conferir.

2 comentários:

  1. Para mim é fácil. É só me chamar que eu escrevo. O que diria ou mesmo acabo dizendo várias vezes ao longo do dia, estimulado pelos mais variados estresses... posso também dizer aqui, sem ninguém me interromper.

    Por essas e outras que gosto mais da escrita que da fala. Na escrita cada um apresenta seu argumento (ou explicita sua falta...) e o outro pode ser minucioso ou sintético conforme lhe convenha. Claro que por escrito também há falsos debates, entre interlocutores desonestos, como bem sabemos do dia a dia da advocacia. Mas ao menos dá para concluir o raciocínio.

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  2. Ahahaahahahaha
    Régis, acabei de imaginar a cena: tu tentando expor um argumento para um ansioso e a pessoa terminando a frase por ti. Aí tu para e inclina um pouco o rosto e olha meio de lado com um sorriso que disfarça a vontade de mandar o outro calar a boca e talvez tu pergunte: Posso terminar meu pensamento?
    Acertei?

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